GAFAnomics®: Nova economia, novas regras [ESTUDO]

O estudo GAFAnomics® realizado pela agência de inovação FABERNOVEL, procura explicar a coerência da história de 4 empresas (Google, Apple, Facebook e Amazon), abordar a trajetória de cada uma delas, descodificar as suas visões e os seus planos, demonstrar as engrenagens de motores de crescimento fora do comum.

Comentário na Edição das 12 do Económico TV:
 

22 anos, é a idade média das empresas Google, Apple, Facebook e Amazon. 22 anos de desenvolvimento desenfreado que se confundem com os anos em que a internet abalou as empresas, as nossas vidas, a nossa civilização.

Com mais de 300 mil milhões de dólares de receitas acumuladas, uma produtividade 3 vezes superior à média, e uma base de clientes equivalente a 50% da população online, os GAFA tornaram-se em menos de 20 anos, as 4 superpotências da nova economia. “Motor de pesquisa”, “e-commerce”, “smartphone”, “redes sociais” tornaram-se as palavras comuns do Século XXI que os GAFA acrescentaram ao dicionário do nosso quotidiano. 

Mas por detrás deste abalo à utilização dos seus produtos e serviços, os GAFA transformaram em profundidade as regras estabelecidas sobre as estratégias de negócio: Eles ignoram os conceitos clássicos de mercado, concorrência, posicionamento ou produto, para lançar uma “revolução copérnica” nos negócios: a dos clientes no centro do universo. 

Utilidade do estudo
GAFAnomics® propõe-vos ver e compreender as diversas indústrias através dos olhos dos GAFA, descodificar a forma como eles vêm o mundo e alinhar esta análise com novas estratégias, à velocidade do digital. 

Este estudo permite:
– Identificar os fatores-chave do sucesso destes 4 fantásticos.
– Entender como desenvolver uma estratégia de negócio na “era dos GAFA”.
– Conceber um dashboard à medida e repensar o negócio a partir do cliente.

O framework GAFAnomics® 
Convencidos que a melhor chave para a transformação digital é a compreensão do enquadramento estratégico dos GAFA, a FABERNOVEL finaliza o estudo com um Framework, uma grelha de leitura simplificada dos modelos económicos e das alavancas de criação de valor desta 4 empresas, aplicável a qualquer empresa, seja qual for a sua indústria.

Este estudo integra o programa A NOVA ECONOMIA E OS NOVOS PLAYERS do institut FABERNOVEL.

Veja aqui o estudo: 

 

GAFAnomics® by FABERNOVEL

O estudo GAFAnomics® realizado pela FABERNOVEL que foi apresentado em Paris no dia 30 de Outubro, foi apresentado hoje (12 Novembro) em Lisboa num pequeno almoço exclusivo nos Pasteis de Belém para clientes, parceiros e media.

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Apresentação do estudo da FABERNOVEL nos Pasteis de Belém

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Este estudo integra o programa A NOVA ECONOMIA E OS NOVOS PLAYERS do institut FABERNOVEL.

O estudo GAFAnomics® procura explicar a coerência da história de 4 empresas (Google, Apple, Facebook e Amazon), abordar a trajetória de cada uma delas, descodificar as suas visões e os seus planos, demonstrar as engrenagens de motores de crescimento fora do comum.

Comentário na Edição das 12 do Económico TV:
 

Para acompanhar a apresentação e discussão através do Twitter com a hastag #GAFAnomics:

 

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Players digitais ameaçam os bancos tradicionais

UMA EXPERIÊNCIA DE PAGAMENTO SEM ATRITO ATRAVÉS DOS OBJETOS CONECTADOS DE AMANHÃ. 

Em Setembro de 2013, a rede de pagamentos online Paypal que reúne 132 milhões de clientes, lançou nos Estados Unidos e seu próprio Beacon (uma rede de pequenos transmissores utilizando o Bluetooth a baixa energia). Esta nova possibilidade de comunicação é a promessa de um pagamento “mãos-livres”. É o fim dos cartões, dos códigos PIN, das filas de espera, o Paypal permite aos seus clientes pagar sem tirar a carteira nem mesmo abrir uma aplicação: basta confirmar verbalmente o pagamento.

Até agora, os players de pagamento foram sempre pioneiros e inovadores do ponto de vista tecnológico. Na era digital, o pagamento online, o pagamento mobile e o Bitcoin são tantas inovações que necessitam de ser adoptadas gradualmente. Em 2013, de acordo com o index Ayden, 19,5% das transações são efetuadas a partir de dispositivos móveis, ou seja, sofreu um aumento de 55% relativamente a 2012.

A grande tendência em curso de utilização dos wearables (óculos e relógios conectados), os players de pagamento como o Paypal, são os primeiros a lançar aplicações nos seus próprios aparelhos para proporcionar um pagamento com cada vez mais mobilidade.

A experiência de pagamento está longe de deixar de ser reformulada pelas novas formas de identificação biométricas. É certo que o dinheiro e os cartões de crédito ainda ficarão durante muito tempo, mas os wearables, associados ao reconhecimento de vez, ao scan da impressão digital como propõe o Biyo wallet, à leitura da retina ou do ADN, podem facilmente substituir uma nota ou um cartão de pagamento no longo prazo.

PARA ALÉM DO PAGAMENTO: OFERECER SERVIÇOS FINANCEIROS PERSONALIZADOS AOS SEUS CLIENTES GRAÇAS AOS DADOS TRANSACTIONAIS

Mais do que uma experiencia de pagamento sem atritos, os novos players do pagamento desejam competir diretamente com os bancos, oferecendo créditos personalizados online aos seus clientes (individuais e empresas). O segredo: captar dados transacionais diretamente na fonte.

Esta é a estratégia da Square, uma empresa de soluções de pagamento criada em 2009 pelo fundador do Twitter, Jack Dorsey. A sua história começa por um leitor de cartão de crédito de simples utilização que convenceu mais de 40.000 comerciantes nos Estados Unidos em 3 anos. De facto, a promessa era bastante forte: transformar um Smartphone em terminal de pagamento.

Mas desde o início, a Square estava a ver mais além. Gokul Rajaram, um ex-Google e ex-Facebook que dirige atualmente a equipa de engenheiros de produtos da empresa, resume a estratégia da seguinte forma: “considero a Square como um A-B-C, A para os Analistas de dados, B para o Business operacional – como ajudar os vendedores a gerirem as suas lojas de forma mais eficaz com os dados que lhes fornecemos – C para Clientes – como ajudar os vendedores a gerirem uma relação com os seus clientes?”.

É nesta lógica que a Square lança o Square Capital, um banco especializado em empréstimos às PME. Graças ao pormenor, ao volume, à diversidade e à frequência dos dados recolhidos sobre as transações efetuadas no retalho, a square está melhor posicionada do que os bancos para conhecer as necessidades dos seus clientes e propor-lhes empréstimos mais adequados. “Cada transação responde às seguintes questões: o que é que foi comprado, onde, quando e por quam?” diz Gokul Rajaram. É aqui que reside a força da Square em relação aos bancos tradicionais que não conhecem em detalhe o que foi comprado numa determinada loja.

OS GIGANTES DO DIGITAL, OS GAFA, NA BATALHA DO FUTURO DOS PAGAMENTOS

É fácil de constatar que a estratégia dos players na área dos pagamentos é mais ambiciosa do que aquilo que parece: criar uma experiência de pagamentos sem atritos de forma a ser adoptada por todos e recolher o máximo de dados transacionais para, de seguida, expandir os seus serviços financeiros. Nesse sentido, a entrada da Amazon (Amazon payments), da Apple (ibeacons), do Facebook (Login and pay via profile) e do Google (Google wallet) no mercado dos pagamentos não são insignificantes.

Estes gigantes conseguem estar sempre à frente, como é o exemplo do Alibaba, na China: Primeiro um gigante do e-commerce, depois lança-se nos pagamentos online com o Alipay e acaba por tornar-se o 3º player global en Asset management adquirindo a Tianhong Asset Management